Em seu texto Animação Cultural, Vilém Flusser levanta uma questão filosófica acerca da interdependência entre homem e objeto. Flusser faz uma inversão de papeis, a medida que coloca uma mesa redonda como a provocadora que incita uma Revolução dos objetos contra a humanidade.
Entre seus argumentos, a mesa aponta os valores humanos como um dos obstáculos a serem eliminados, sendo esses os últimos vínculos entre os índividuos, com sua animalidade primitiva, e os objetos. É interessante essa asosciação, pois há um complexo dilema contemporâneo entre o avanço técnico-cintífico e a moral humana; contudo, essas barreiras sociais/morais se mostram flexíveis ao ponto de mudarem completamente em pról do surgimento de novas tecnologias. Dessa forma, os objetos, de fato, prosperam em sua Revolução, mas a arrogância dos seres humanos é capaz de cegá-los desse processo revolucionário.
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