quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Nosso Programa - Vilém Flusser

O texto "Nosso Programa" aborda três linhas de pensamento, finalístico, causalístico e programático, e expõe o quanto o finalístico e o causalístico podem ser limitadores, a medida que o programático abrange possibilidades muito mais amplas e inesperadas. 
A lógica finalística está delimitada pela ideia mística de que existe uma predestinação regendo os acontecimentos presentes, de modo que o futuro já está definido. Já a concepção causalística, de teor cientificista, é a de que pode se explicar, através do passado por uma relação de causa e efeito, tudo aquilo que ocorre no presente e no futuro. Ambas as concepções acima são restritivas, porque elas não dão espaço ao acaso.
A visão programática é a única que considera o acaso como uma necessidade para que se possa expandir os cenários, obtendo-se uma liberdade de fato. 

Maquete Processual - Objeto Programático

Partindo da relação de preencher vazios, criei uma caixa preta com buracos nos quais podem ser encaixados diversos tipos de objetos de cores, de formas e de texturas diferentes. A ideia é brincar com a variedade de possibilidades de ocupar os espaços criando novas configurações.





quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Relação entre objetos

Relacionei meu objeto (pincel), com o caderno de desenho e a estátua do ser pensante. A partir da ideia de um indivíduo com um buraco em seu abdômen, criei uma relação de preenchimento - exercido pela arte - do vazio existencial inerente ao ser humano.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Crítica do croqui

Laís - Arquitetura e Urbanismo 2016/2: Tentativa falha de um Croqui 1



As linhas desse croqui se confundem, de certa forma, com as próprias do caderno, por isso os traços ficaram apagados. Isso poderia ter sido evitado tanto com um peso maior do desenho na folha, quanto com um uso das linhas de maneira a complementar o objetivo. 
Já o enquadramento e o posicionamento na folha impedem que o desenho traga noção de profundidade.
Em relação a expressividade, é cumprida a sua função expressiva, como interpretação, e não uma cópia da realidade. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Croquis EAD

Croqui 04 - 02 pontos de fulga (externo)

Croqui 03 - 01 ponto de fulga (externo)

Croqui 02 - 01 ponto de fulga (interno)
Croqui 01 - 02 pontos de fulga (interno)


Diferenças entre roupa e arquitetura

De imediato, a comparação entre roupa e arquitetura como semelhantes que podem se excluir parece absurda. Mas analisando suas finalidades é possível traçar um paralelo entre ambas: têm como objetivo protegerem de estímulos externos (como chuva, calor excessivo, vento...); funcionam como expressão cultural/social; podem conferir privacidade ou a falta dela; são maneiras da apropriação do homem em relação ao espaço. Portanto, em diversos aspectos é possível imaginar como a arquitetura e a roupa podem cumprir a mesma função (principalmente com os aparatos tecnológicos atuais), variando apenas em suas proporções.

domingo, 7 de agosto de 2016

Design: obstáculo para remoção de obstáculos? - Vilém Flusser

Vilém Flusser aborda em "Design: obstáculo para remoção de obstáculos?" a ambiguidade em torno do objeto: esse funcionando ora como aquilo que soluciona, ora como o próprio problema. Isso ocorre, pois tais objetos se fazem necessários à medida que são projetados, criando consigo novas necessidades, portanto, novos obstácuos e assim mais lixo, o que evidencia seu caráter efêmero. Esse círculo vicioso se dá através do design focado no aspecto objetivo, objetal e problemático.
Entretanto, de acordo com Flusser, se o design tiver um enfoque na comunicação, na intersubjetividade e no diálogo, é sim possível minimizar a obstrução causada pelos objetos. Desse modo, o objeto imaterial, possível no estágio técnico e cultural contemporâneo, permite um design "responsável", isto é, um design que deixa transparecer a face humana por trás desse, ou seja, seus aspectos comunicativos, intersubjetivos e dialogicos se fazem presentes.

Animação Cultural - Vilém Flusser

Em seu texto Animação Cultural, Vilém Flusser levanta uma questão filosófica acerca da interdependência entre homem e objeto. Flusser faz uma inversão de papeis, a medida que coloca uma mesa redonda como a provocadora que incita uma Revolução dos objetos contra a humanidade.
Entre seus argumentos, a mesa aponta os valores humanos como um dos obstáculos a serem eliminados, sendo esses os últimos vínculos entre os índividuos, com sua animalidade primitiva, e os objetos. É interessante essa asosciação, pois há um complexo dilema contemporâneo entre o avanço técnico-cintífico e a moral humana; contudo, essas barreiras sociais/morais se mostram flexíveis ao ponto de mudarem completamente em pról do surgimento de novas tecnologias. Dessa forma, os objetos, de fato, prosperam em sua Revolução, mas a arrogância dos seres humanos é capaz de cegá-los desse processo revolucionário.