terça-feira, 20 de setembro de 2016

Seminário de design de interação

Grupo: Iara, Julia, Letícia Nunes, Lorena, Elisa, Maria Clara, Mabene.

Strandbeest - Theo Jansen

Strandbeest foi a obra escolhida pelo grupo; essa obra consiste em esqueletos que caminham a partir da interação com o vento - dessa maneira, ocorre um circuito único de interação, em que o vento modifica o objeto, mas o objeto não modifica o primeiro. Além disso, não há interação com seres humanos (apenas para ativar a engrenagem), inclusive, Jansen pretende que essas criaturas possam viver livres e independentes no futuro.


Pira Olímpica - Anthony Howe

A obra de Anthony Howe, utilizada na Pira Olímpica de 2016, foi o segundo exemplo escolhido, a partir de pesquisas feitas pelo próprio grupo. Achamos interessante o efeito visual causado pelo movimento do objeto e o relacionamos com o Strandbeest, pelo fato de ambos serem impulsionados pelo vento, sendo assim, artes cinéticas através da interação com a natureza. Essa escultura acaba sendo muito mais algo belo e contemplativo, do que interativo.





segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Um Lugar Ao Sol, de Gabriel Mascaro


O documentário "Um lugar ao sol", de Gabriel Mascaro, retrata o pensamento elitista dos moradores das coberturas mais luxuosas do Brasil. É interessante o modo como as entrevistas foram conduzidas, deixando que os entrevistados ficassem a vontade para se expressassem; o resultado disso é uma exposição de uma perspectiva chocante e distorcida da realidade brasileira, que é a visão dessas pessoas sobre o que é estar no topo e do que é estar à margem. Para eles, há de fato uma meritocracia que os permitiram estar onde estão, enquanto que quem não consegue estar acima não se esforçou o "bastante". Todas as falas espantam pelo tom natural com que é exposto tal discurso fascista - uma das entrevistadas chega a comparar os tiros cotidianos da favela com um belo espetáculo de fogos de artifício.
Algo que enriquece ainda mais essa oposição cobertura/periferia são as transições de cenário e a direção de arte, que traz imagens da população mais pobre trabalhando para sustentar quem está por "cima" e o impacto dessas grandes construções sobre quem está por "baixo". Portanto, "Um lugar ao sol", através do contrastante cenário arquitetônico e social brasileiro, incita uma pertinente discussão sobre status, poder, cultura de privilégios, meritocracia e visibilidade.




domingo, 18 de setembro de 2016

Pesquisa sobre apropriação do espaço com o corpo

Parkour

Parkour é um treino de transposição de obstáculos do ambiente, tanto rural, quanto urbano, por meio da escalada muros, do equilíbrio em corrimãos, ou do salto sobre vãos. Tem-se como objetivo percorrer uma distância mínima de um ponto para o outro, usando todas as capacidades motrizes do corpo humano, sendo assim, ajuda no  desenvolvimento da autonomia do corpo e da mente sobre os desafios do cotidiano.

http://www.tracer.com.br/parkour/

                                                Incredible World of Parkour (19 photos) - My Modern Metropolis:
Deriva

A deriva é uma metodologia de como analisar o espaço psicogeográfico, estudando o impacto do ambiente urbano nos indivíduos. Nesse método, é escolhido um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que está praticando a deriva e a partir daí deve-se derivar, isto é, deixar que o meio urbano crie seus próprios rumos (a partir de regras pré estabelecidas). O intuito da deriva é pensar que determinadas zonas psíquicas conduzem e trazem sentimentos agradáveis ou não, e, baseado nesse mapeamento, transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade.

http://reverbe.net/cidades/portfolio/teoria-da-deriva-e-o-urbanismo-situacionista/

                                         Resultado de imagem para andando na rua

Flâneur

Flâneur, termo derivado do francês, significa "vagabundo", "vadio", "preguiçoso". O flâneur é um observador da vida urbana, definido por Charles Baudelaire como "uma pessoa que anda pela cidade a fim de experimentá-la". Diante do contexto escrito por Baudelaire, o flâneur é um produto da vida moderna e da Revolução Industrial.  O flanêur atende, inicialmente, a uma necessidade individual burguesa de sobrepor-se à aristocracia e irá tornar-se um instrumento das próprias massas, devido ao protagonismo das mesmas no gênero inaugurado pelo observador da cidade.   

http://caroltsv.blogspot.com.br/2009/03/o-que-e-flaneur-o-termo-flaneur-vem-do.html


                                                     El pensamiento vagabundo | Opinión | EL PAÍS:

Rolêzinhos

Os rolezinhos são encontros marcados pela internet por adolescentes, em sua maioria pobres e negros, que querem se divertir, cantando refrões de funk nos corredores de shoppings e lugares públicos-privados.  Há uma enorme repressão policial aos participantes desses encontros, o que traz uma discussão sobre a desigualdade social e racial do país.

http://evanderoliveira.jusbrasil.com.br/artigos/152053538/o-movimento-rolezinho

                                          Resultado de imagem para rolezinho
Flash Mob

Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um certo local para realizar determinada ação inusitada previamente combinada; assim que concluída a performance, as pessoas se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Flash_mob


                                              Resultado de imagem para flash mob

Skateboarding

Skate é um esporte radical muito praticado atualmente. Consiste em, realizar manobras deslizando sobre o solo (com ou sem obstáculos) equilibrando-se sobre o skate. O skate é uma prancha (shape) que possui dois eixos (trucks), rolamentos e quatro pequenas rodas. Mais do que um esporte, o skate tornou-se um estilo de vida. Os skatistas usam roupas características, tem suas próprias gírias e costumes. O skate é praticado pelas ruas do mundo todo, ou em lugares específicos, como os skate parks.

http://www.infoescola.com/esportes-radicais/skate/




                                                       :

Primeira ideia para objeto interativo e seu desenvolvimento

A primeira ideia para o meu objeto interativo foi um vestível que estimulasse o movimento corporal, dessa maneira, haveriam circuitos (inicialmente pensei no uso do Arduíno) que sentiram esse movimento e o transformariam em sons. 

Até o momento, não mudei muito a concepção do objeto, ele continua a ser um vestível com outputs de sons; esses sons serão notas musicais retiradas de um teclado de brinquedo (hackeado) em que o ativador do som será um circuito aberto em um tubo ativado por bolinhas de metal condutoras, assim, conforme houver movimentos, as bolinhas se moverão fechando o circuito. 

Durante a apresentação dos objetos, descobri que mais duas pessoas (Mirela e Danilo Celso) tiveram a mesma ideia de vestível, portanto decidimos que haveria uma interação entre nossos objetos, de forma que circuitos fossem ativados através do contato desses - pensamos em utilizar reed switchs para fechar o circuito, ativando sons (meu), luzes (Mirela) e vibrações (Danilo). 

Em relação ao layout do vestível, pretendo acrescentar guizos para complementar a experiência sonora. Além disso, estamos pensando em criar uma identidade visual para que os nossos vestíveis se "conversem". 

sábado, 17 de setembro de 2016

Pergunta para discussão sobre virtual

A partir das leituras sobre virtualidade, foi elaborado pelo grupo o seguinte questionamento: "Como utilizar o recurso virtual para tornar os objetos menos obstacularizantes? Como conciliar a liberdade de criação com a liberdade que gera obstrução que o objeto propõe?".